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Estudo da Accenture com executivas identifica potencial inexplorado

Quarenta e seis por cento das mulheres e 49% dos homens no mundo (no Brasil respectivamente 65% e 67%) acreditam ser desafiados de forma insuficiente em suas carreiras. As brasileiras empatam com as alemãs e perdem apenas para as indianas (com 66%). Essa conclusão faz parte de um estudo realizado pela Accenture, empresa global de tecnologia, consultoria e outsourcing, com mais de 3,6 mil profissionais de médias e grandes empresas em 18 países da Europa, Ásia, América do Norte, América do Sul e África.

Mais de três quartos (76%) dos profissionais do mundo e 89% no Brasil são confiantes em suas habilidades e potenciais. Essas características incluem a capacidade de administrar prazos (70%), delegar funções (68%) e negociar (65%).

A pesquisa apontou também que 59% das mulheres no mundo - e 72% no Brasil - acreditam que suas carreiras são bem ou muito bem sucedidas. Desse total, 46% - das que afirmam ser muito bem sucedidas - disseram que seus trabalhos requerem uma dedicação além das responsabilidades esperadas.

Essas executivas costumam praticar o autodesafio: oito em cada 10 entrevistadas no mundo (81%) - das que se consideram muito bem sucedidas - admitiram administrar responsabilidades adicionais para avançar na carreira. Três quartos (75%) afirmam ir além e não se acomodar em uma zona de conforto. Elas ainda buscam aprender novas habilidades que as fazem progredir (78%); estão dispostas a considerar uma nova posição ou função (76%); aceitam viajar a qualquer lugar do mundo para tratar de negócios ou ampliar a rede de relacionamentos (68%); e sempre procuram desafios (65%).

“Este potencial inexplorado oferece uma excelente oportunidade para as organizações, que devem estimular e engajar seus funcionários, colaborando na formação de profissionais com qualidades e capacidades diferenciadas”, afirma Denise Damiani, líder do comitê de iniciativas para mulheres na Accenture Brasil. “Por meio de uma abordagem ágil e inovadora de treinamento e desenvolvimento, as empresas podem ajudar a garantir o sucesso de seus colaboradores, especialmente no atual e complicado ambiente econômico”, completa.

A tecnologia deve ser uma das responsáveis pelo sucesso: entrevistados que se consideram muito bem sucedidos lidam melhor com ela. Mais de três quartos (79%) desse grupo disseram que confiam na tecnologia, enquanto apenas 56% dos que não estão nele têm a mesma opinião. Em geral, os homens são mais propensos a se consideram mais “inovadores” (70%) ou “identificadores de tendências” (58%) no assunto.

Para as mulheres, um recurso cobiçado, porém pouco explorado são os programas de mentoring. Quando questionadas para quem pedem conselhos apenas 14% delas afirmam ter um mentor no trabalho, enquanto 50% citam a família (57%), amigos (51%) e colegas de formação (50%).

As mulheres valorizam a necessidade de um mentor: as executivas afirmam que eles podem ajudar em vários aspectos, como a pensar de maneira diferente em relação a uma determinada situação (43%); nas funções do dia a dia (41%); além de enxergar mais oportunidades e possibilidades (37%). Elas ainda reconhecem outros benefícios nos mentores, o que inclui o auxílio na identificação de novas habilidades e funções (34%), desenvolvimento da autoconfiança (34%) e encorajamento para o crescimento (32%).

“As organizações que desejam desenvolver e estimular os seus colaboradores precisam avaliar regularmente os objetivos e resultados de seus programas, incluindo seus esforços de mentoring” afirma Denise Damiani. “Empresas que estão um passo à frente sabem que para promover carreiras – em especial para mulheres – não basta apenas abrir uma porta, é necessário oferecer desafios e estimular habilidades para que elas atinjam o mais alto desempenho”, finalizou.

Entre as outras conclusões da pesquisa estão:

O atual momento de desafio econômico influenciou alguns entrevistados – principalmente nos países emergentes – a aprimorar suas habilidades para continuarem competitivos. Por exemplo, a maioria dos entrevistados no Brasil (86%), China (79%) e Índia (70%) deram essa resposta, enquanto 22% disseram o mesmo na Holanda e 35% na Áustria e Noruega.

Os homens, genericamente, estiveram mais à vontade do que as mulheres para dizer que pediram um aumento (56% versus 48%) e uma promoção (42% contra 37%). No Brasil foi observada a tendência oposta, 64% das mulheres contra 54% dos homens afirmaram já ter pedido aumento, já com relação a pedidos de promoções o número é o mesmo para homens e mulheres (51%).

O perfil da geração de cada entrevistado não aparenta determinar otimismo em relação às futuras oportunidades de trabalho. No atual cenário econômico, 50% dos Baby Boomer (aqueles que nasceram até 1964) se sentem seguros quanto a suas futuras oportunidades, enquanto 45% da Geração X (aqueles nascidos entre 1965 e 1978) e 48% da Geração Y (nascidos após 1979) têm a mesma opinião. No Brasil, esses números são respectivamente 69%, 66% e 62%.

Para mais informações, acesse: www.accenture.com.

 
 
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